
Um manifesto pela liberdade e pela vida
A maconha acompanha a humanidade há milênios, com usos terapêuticos, culturais e industriais em todo o mundo. No Brasil, o consumo é cotidiano entre pessoas de todas as classes e profissões, seja para relaxar ou para enfrentar a rotina exaustiva de trabalho.
Ainda assim, milhões continuam sendo tratados como criminosos, sujeitos à prisão, à violência ou à morte pelo aparato repressivo. É hora de dar um basta. Chega de prisão e de violência na quebrada!
Defender a maconha livre é, antes de tudo, defender a liberdade do nosso povo e romper com o racismo histórico que assombra o Brasil. É garantir o direito de cada adulto decidir sobre o próprio corpo, promovendo uma sociedade guiada pelo cuidado e pela autonomia, e não pela punição e pelo estigma.
Vendida como proteção, a “guerra às drogas” falhou miseravelmente: não reduziu o consumo nem o tráfico, apenas explodiu a violência. Ela tem servido apenas para justificar abordagens seletivas, o encarceramento em massa e o aprofundamento das desigualdades.
Enquanto isso, trabalhadores, estudantes e chefes de família são tratados como infratores por consumirem uma planta no lazer ou no descanso. Ninguém deveria perder a guarda dos filhos, ser multado na praia ou preso por vender uma planta. O trabalhador exausto tem o direito de relaxar; o paciente tem o direito de plantar seu próprio remédio. Todos temos o direito de viver sem medo!
Apoiar a legalização não é ignorar os riscos de qualquer substância, mas reconhecer que informação, educação e responsabilidade salvam muito mais do que a repressão.
A Hipocrisia do Acesso e o Apartheid Jurídico
Celebramos os avanços do uso medicinal que trouxeram alívio a milhares de pacientes. Essas conquistas são vitais e devem ser ampliadas, mas exigem a derrubada de obstáculos arbitrários, como a restrição a 0,3% de THC e as severas regras de cultivo nacional.
O SUS deve capacitar seus profissionais para receitar a cannabis sem preconceito. Mais do que isso: quem tem receita precisa ter o direito automático ao cultivo, sem esbarrar na burocracia e nos custos exorbitantes de um Habeas Corpus (HC). Saúde não é privilégio e liberdade não tem preço!
Não podemos confiar em quem lucra com a segregação e vende migalhas como grandes vitórias. A descriminalização pelo STF e as regras da ANVISA não mudaram a realidade das ruas: quem fuma o pren, o kunk ou o ice segue perseguido.
Hoje, quem paga por um HC para fumar com autorização judicial aproveita uma brecha do sistema. O problema é que isso reafirma uma sociedade dividida, onde o acesso livre de alguns significa a prisão de outros, muitas vezes congestionando um sistema que deveria atender urgências médicas reais. A luta não é por conforto individual, mas pela emancipação coletiva.
A Maconha é do Povo!
Defendemos a verdadeira legalização: sem multa, sem polícia e sem violência!
A regulamentação deve controlar a qualidade da produção em larga escala e taxar esse comércio para financiar a reparação dos danos causados por décadas de proibição. Já o cultivo doméstico deve ser totalmente livre, sem limites de pés ou regras que violem a intimidade do lar.
Nenhuma pessoa deveria ser presa por causa de maconha. A luta é pela liberdade. A luta é pela dignidade. A luta é pelo direito de existir sem medo.

é a solução!
MACONHA E SAÚDE
A maconha, mesmo onde ainda enfrenta restrições legais, já é amplamente reconhecida como um recurso terapêutico valioso, com evidências científicas sólidas que comprovam seus benefícios. Estudos demonstram que ela pode aliviar dores crônicas, reduzir crises epiléticas, amenizar sintomas da esclerose múltipla e controlar náuseas provocadas pela quimioterapia. Seus canabinoides interagem com o sistema endocanabinoide, ajudando a regular funções do organismo e proporcionando melhora real na qualidade de vida dos pacientes. Para garantir que esse tratamento alcance quem mais precisa, é essencial ampliar o acesso, indo além das opções caras e restritas. Políticas de fornecimento pelo SUS, cultivo associativo e cultivo doméstico regulamentado podem democratizar seu uso, reduzir desigualdades e diminuir a dependência de opioides, oferecendo alternativas mais naturais, seguras e eficazes para diversas condições clínicas.
MACONHA E MEIO AMBIENTE
O cultivo de cânhamo, uma variedade de maconha com baixa concentração de THC, tem ganhado destaque por seus benefícios ambientais e por se integrar facilmente a práticas agrícolas sustentáveis. A planta cresce rápido, exige pouca água, se adapta a diferentes climas e ajuda a recuperar o solo, reduzindo o uso de fertilizantes e pesticidas. Além disso, o cânhamo absorve grandes quantidades de dióxido de carbono, contribuindo diretamente para mitigar os impactos das mudanças climáticas. Outro ponto relevante é sua versatilidade industrial: ele pode substituir materiais poluentes na fabricação de bioplásticos, papéis, tecidos e componentes de construção, todos biodegradáveis e com menor pegada de carbono. Ao integrar produtos de cânhamo à cadeia produtiva, governos e empresas podem impulsionar uma economia mais limpa, fortalecer setores verdes e promover soluções que conciliam desenvolvimento e preservação ambiental.
MACONHA E ECONOMIA
A produção de maconha, quando regulamentada de maneira responsável, pode impulsionar o desenvolvimento econômico em áreas rurais e urbanas, criando oportunidades que vão do cultivo à pesquisa tecnológica. A legalização estimula o surgimento de novos negócios, gera empregos diretos e indiretos, atrai investimentos e permite que pequenos agricultores diversifiquem suas fontes de renda. O setor também fortalece cadeias de serviços, comércio especializado e inovações voltadas à agricultura e à indústria. Além disso, a maconha legalizada representa uma fonte relevante de arrecadação fiscal: impostos provenientes do cultivo, processamento e venda podem financiar educação, saúde, infraestrutura e programas sociais. Experiências de diversos países mostram aumentos significativos de receita pública, acompanhados de redução nos custos de repressão e no mercado ilegal. Assim, a regulamentação fortalece comunidades, dinamiza a economia e promove maior segurança jurídica.
Por uma são paulo mais verde!
verde na mente
Liberdade para se sentir bem, ter saúde e se divertir.
A maconha, com seus imensos benefícios medicinais e recreativos, nunca deveria ter sido criminalizada.
Sua proibição tem raízes em motivações racistas do século XIX, quando éramos tradados como escravos.
Precisamos revisar essas políticas injustas, baseando-nos em evidências científicas e princípios de justiça social.
verde na mata
São Paulo merece um futuro sustentável e saudável.
Promover a mobilidade ativa, é essencial para reduzir a poluição e melhorar nossa qualidade de vida.
Investir em agroecologia e hortas urbanas produzindo alimentos frescos, fortalecendo a conexão entre a população e a natureza.
Vamos lutar pela despoluição dos rios e do ar, garantindo que nossas crianças cresçam em um ambiente limpo e seguro.
verde no prato
Soberania alimentar começa com a agricultura orgânica familiar.
Precisamos apoiar as cozinhas solidárias e o acesso a alimentos orgânicos e saborosos nas escolas.
A promoção de PANC (Plantas Alimentícias Não Convencionais) diversifica nossa alimentação e fortalece a saúde.
É papel do Estado garantir alimentos frescos e nutritivos, fortalecer a economia local e respeitar o meio ambiente.
